maio 30, 2009
Mi Angie
ANGIE
(M. Jagger/K. Richards)
Angie, Angie, when will those clouds all disappear?
Angie, Angie, where will it lead us from here?
With no loving in our souls and no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, Angie, you can't say we never tried
Angie, you're beautiful, but ain't it time we said good-bye?
Angie, I still love you, remember all those nights we cried?
All the dreams we held so close seemed to all go up in smoke
Let me whisper in your ear:
Angie, Angie, where will it lead us from here?
Oh, Angie, don't you weep, all your kisses still taste sweet
I hate that sadness in your eyes
But Angie, Angie, ain't it time we said good-bye?
With no loving in our souls and no money in our coats
You can't say we're satisfied
But Angie, I still love you, baby
Ev'rywhere I look I see your eyes
There ain't a woman that comes close to you
Come on Baby, dry your eyes
But Angie, Angie, ain't it good to be alive?
Angie, Angie, they can't say we never tried
maio 29, 2009
O eterno tempo das magnólias

No tempo em que escrever era um piropo que saía com desdém, havia sempre uma frase que zumbia atabalhoadamente nos meus ouvidos: "(...)deves começar quando as magnólias começam a dar flor". Quem a proferiu não era um grande herói ou uma personalidade que me marcasse por aí além. Aliás, foi uma pessoa que passou pela minha vida num pispás que mais parecia um trintitim, mas o facto é que marcou qualquer coisinha.
Não importa o que seja que tenhas de começar, a questão é começar e saber que se não começaste já sabes que, não obstante estar Maio a terminar, podes começar. O bom é que não há muito consenso para a data do florescimento. E melhor ainda é que existem Magnolias de folha perene o que nos permite ter sempre a possibilidade de começar sem estar atrasado de tão atrasados que estamos. E aqui estou eu decidida a cumprir o conselho e a aproveitar a energia das magnolias.
Fotografia
maio 28, 2009
Nunca ou raramente (de)pende de nós.
Nunca ou raramente (de)pende de nós.
Eu assumo e aqui declaro que sou uma autentica pendente.
maio 27, 2009
Brilhante...traumas de morada
Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios,
comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um
problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos.
O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Bobadela, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja... ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, na Baixa da Banheira, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)
Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Picha, Punhete, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"(1), (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).
¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!! "
(Miguel Esteves Cardoso)
maio 19, 2009
Do alto da minha varanda
No alto da minha varanda vejo a agitação de Madrid; o glamour de Paris; as bicicletas em Amesterdão; os Fjords da Noruega; o Big Ben em Londres; o tango
Da minha varanda vejo tudo menos a minha cidade. Por mais que tente não encontro o Terreiro do Paço; o eléctrico de Alfama; o Castelo de São Jorge; a rua Augusta; as vistas para o Tejo, os Jerónimos nem a Torre de Belém. Por mais que tente não sinto o cheiro do pôr-do-sol no Tejo; o cheiro dos caracóis ao fim da tarde; o cheiro a livros velhos da livraria na rua da Misericórdia; o cheiro do azeite quente e alho do bacalhau à Lagareiro; o aroma de café; o cheiro de chouriço assado com vinho tinto numa tasca; o cheiro da saudade; o cheiro de casa. Da minha janela não mato saudades da alma, dos cheiros, das vistas nem do sabor da minha cidade.
Como em tudo na vida....
maio 18, 2009
O meu pé esquerdo e o meu pé direito
Tenho os pés demasiado grandes e isso deixa-me de mala leche!
maio 17, 2009
un bledo
Mi importa un bledo que estés como estás. Mi importa un bledo ser tu pañuelo de lágrimas. Mi importa un bledo el pasado que arrastras en tu espalda. Mi importa un bledo que no me quieras. Todo mi importa un bledo…todo, todo… menos tu
EVERYTHING I OWN
You sheltered me from harm
Kept me warm, kept me warm
You gave my life to me
Set me free, set me free
The finest years I ever knew
Was all the years I had with you
And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
And I would give anything I own
Just to have you back again
If there's someone you know
That won't let you go
And taking it all for granted
You may lose them one day
Someone takes them away
And you don't hear a word they say
And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
And I would give anything I own
Just to have you back again
Just to talk to you, words again
If there's someone you know
That won't let you go
And taking it all for granted
You may lose them one day
Someone take them away
And you don't hear a word they say
And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
I would give anything I own
Just to have you back again
Just to talk to you, words again
Just to hold you, once again
(KEN BOOTHE)
maio 16, 2009
"estória da pedra e da flor"
É triste...

(Patricia Donner: aqui)
Os filhos do meu Alter ego!
Passar para trás as páginas deste blog e tentar encontrar a razão que me levou a escrever certos posts...dá-me uma sensação de amnésia, senilidade ou insanidade....! A verdade é que não me lembro de escrever a maioria das coisas que escrevi ao longo dos anos em que soube manter vivo este meu recanto do mundo. Por outro lado, alegro-me por ter tido um Alter Ego que escreveu em meu nome, ainda que o tenha feito sem cobrar um tusto e sem a minha autorização. É estranha a sensação de reviver o passado através da leitura de escritos feitos em teu nome. É estranha a sensação de não saber o que escrevi. Se cada coisa que uma pessoa cria é como um filho...isso faz de mim uma mãe senil que se esqueceu dos seu entes mais queridos. Serei eu mais uma mãe desleixada, incoerente e definitivamente inadequada para cuidar das criaturas que trouxe ao mundo? Ou dizer que isto são filhos do meu Alter ego é uma boa desculpa?
No tempo em que escrever era algo mais fácil e natural, no tempo em que as palavras fluíam num abrir e fechar de olhos, lembro-me que havia sempre um alarme no meu cérebro que soava com cada coisa que podia ser potencialmente um futuro filho. Desleixar-me talvez tenha sido uma menopausa precoce ao meu espírito criativo ou apenas um esgotamento dos poucos recursos que usei sem ponderar . Quem sabe que terá passado? Ainda tenho esperança que isto seja um apagão e que mudando um ou dois fuzis possa voltar a procriar...
Escrever é para muitos uma arte, para outros um ganha pão, para outros um suplicio e para mim um verdadeiro alivio. Escrever é realmente o que me equilibra, o que alinha os meus shakras embaraçados e o que me devolve à matéria de que sou feita. E não me importa minimamente que não escreva com todos os "Fs" e "Rs"...para mim escrever é como sentir... e sentir é algo tão espontâneo que não podemos estar sempre a querer limar as arestas dos sentimentos que experimentamos. Há dias em que escrevo com bastante cólera, mas, por vezes, escrever consiste numa actividade tão paulatina como uma respiração tranquila e relaxante. Escrever é assim...! Escrever para mim é assim! Às vezes é tudo e às vezes é um nada de nada tão nada que dá dó!
maio 14, 2009
FUI
miradas
Y a mí me vale con que me des poco más que nada
A mí me basta con una de tus miradas
..., como sempre....Jorge Drexler

Sabes que mais?
Há momentos,
Há realidades...
Que não existiriam
Sem a indispensável presença de um Anónimo...!
Este Blog é tão meu quanto teu, viejo compañero de la Blogoesfera!
Angel
Venga, sabes que soy adicta a tu mirada. ¡Venga ya…! Deja ya de juegos maquiavélicos y vuelve pronto a mi rincón, para que vea lo que quiero ver…para que sea lo que tengo que ser… ¡Ser tuya! Será que me miras cuando estoy distraída? Será que tu pecho apresura cuando paso cerca de ti?
Todos conocen mi mirada perdida y reservada, pero nadie sabe a que se debe este brillo que llevo conmigo. Me siento diferente cuando estás. Me siento tuya, rabiosamente tuya. Te quiero y sé que eres mi principio y mi fin. ¡Mi ángel…! ¡Mi ángel, no puedes imaginar lo que soy capaz de hacer para un cruce de mirada más!



