Uma pessoa idealiza uma meta...
Espera...
Desespera...
Sente ansiedade...
Exercita a paciência e a arte de esperar...
Percebe que quantos mais dias passam mais o alvo se torna difícil...
Torna-se um predador e o objectivo uma presa...
A questão é:
Depois de estar a penar e de tornar uma meta quase o centro das atenções do dia-a-dia...chega o momento de conseguir o que se quer! E depois? Hein? Fica um espaço vazio, uma brecha, um vácuo!!!
Acho que chegou a hora de passar para o próximo objectivo...!
Consegui as botas pirosas mas "da moda" aqui no Brasil!!! São demais! E já andava há uns 20 e tal dias a ver que iam dar cabo do stock, porque está tudo em saldos mas havia outras prioridades para o primeiro mês! (sim, porque aqui não há dinheiro mas eles usam 1001 formas de crédito possível e compram como se amanhã fosse haver uma ruptura no fornecimento de todos os produtos!)
E eu que não tinha paciência nem para olhar para montras, já fazia uns largos meses...agora ando louca com tanta oferta!!!
Renasceu o meu "Eu" (+) fútil!!! Hehehe!
agosto 31, 2006
agosto 30, 2006
Dentro da minha caixinha de música
Rodopiava
Rodopiava sobre um pé.
Sobre um pé descalço, que as minhas sapatilhas de ballet já não me servem há mais de dez anos.
No lugar de um delicado vestido com uma saia de tule tinha um lençol.
Não era de um bom tecido, nem tão pouco de uma cor garrida.
Era, simplesmente, um lençol branco igual a todos, tal como cada passo desengonçado que dava era igual a todos os outros que dou por todas as ruas e em todos os lugares.
No cabelo não tinha uma rede, nem se quer tinha o cabelo alinhado.
Estava solto e com o seu desalinho natural de todas as manhãs.
Mas eu rodopiava sobre um pé e eras tu, que com uma só mão me fazias dançar, ao som da música.
A música não era clássica e a dança não era perfeita.
Para dizer a verdade não havia música, mas tu trauteavas baixinho para não desafinares.
No fundo eu só rodopiava.
Mas rodopiava e estava feliz.
Rodopiava sobre um pé.
Sobre um pé descalço, que as minhas sapatilhas de ballet já não me servem há mais de dez anos.
No lugar de um delicado vestido com uma saia de tule tinha um lençol.
Não era de um bom tecido, nem tão pouco de uma cor garrida.
Era, simplesmente, um lençol branco igual a todos, tal como cada passo desengonçado que dava era igual a todos os outros que dou por todas as ruas e em todos os lugares.
No cabelo não tinha uma rede, nem se quer tinha o cabelo alinhado.
Estava solto e com o seu desalinho natural de todas as manhãs.
Mas eu rodopiava sobre um pé e eras tu, que com uma só mão me fazias dançar, ao som da música.
A música não era clássica e a dança não era perfeita.
Para dizer a verdade não havia música, mas tu trauteavas baixinho para não desafinares.
No fundo eu só rodopiava.
Mas rodopiava e estava feliz.
agosto 28, 2006
Os nossos monstros!
Passamos o dia a fugir dos pensamentos.
Mas cada dia que amanhece, também conhece a noite e nós já só dormimos por derrota e não porque e quando nos apetece! A noite corre galopante pela madrugada e o sono demora a chegar!
Escondemos os nossos monstros à luz do dia e passamos as noites à procura da coragem que, orgulhosos, demonstrámos ao mundo que tínhamos! Medos, planos, fobias, ideias ou só meras inquietações...o que não serve de desculpa para não dormir?
Adiamos os pensamentos durante o dia mas de noite adiamos a hora de sonhar! E o que é uma noite sem sonhos? E porque damos, continuamente, estes nós tão bem apertados se de noite não os sabemos desatar?
Passamos o dia a fugir aos pensamentos e de noite foge o sono de nós…
Mas cada dia que amanhece, também conhece a noite e nós já só dormimos por derrota e não porque e quando nos apetece! A noite corre galopante pela madrugada e o sono demora a chegar!
Escondemos os nossos monstros à luz do dia e passamos as noites à procura da coragem que, orgulhosos, demonstrámos ao mundo que tínhamos! Medos, planos, fobias, ideias ou só meras inquietações...o que não serve de desculpa para não dormir?
Adiamos os pensamentos durante o dia mas de noite adiamos a hora de sonhar! E o que é uma noite sem sonhos? E porque damos, continuamente, estes nós tão bem apertados se de noite não os sabemos desatar?
Passamos o dia a fugir aos pensamentos e de noite foge o sono de nós…
um pouco de Céu
Só hoje senti
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço
pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar
e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre
aqueles que são
pra outro amanha
que há-de ser diferente
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu
só hoje esperei
já sem desespero
que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente
do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu
Mafalda Veiga
Anoiteço no sofá, de cobertor até às orelhas e as luzes apagadas. No ar pairam músicas que me fazem lembrar os meus lugares comuns, diários, permanentes...!
Talvez esta tenha sido a última música de ontem, ou talvez a primeira, mas esta ficou no meu ouvido toda a manhã...!
Não trouxe assim tantas coisas, mas a bagagem veio pesada com as saudades que vieram atreladas ao meu corpo!
Hoje é daqueles dias em que podia ser um qualquer Domingo chuvoso ou aquele Sábado solarengo...."É que hoje parece bastar um pouco de céu..."
que o rumo a seguir
levava pra longe
senti que este chão
já não tinha espaço
pra tudo o que foge
não sei o motivo pra ir
só sei que não posso ficar
não sei o que vem a seguir
mas quero procurar
e hoje deixei
de tentar erguer
os planos de sempre
aqueles que são
pra outro amanha
que há-de ser diferente
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu
só hoje esperei
já sem desespero
que a noite caísse
nenhuma palavra
foi hoje diferente
do que já se disse
e há qualquer coisa a nascer
bem dentro no fundo de mim
e há uma força a vencer
qualquer outro fim
não quero levar o que dei
talvez nem sequer o que é meu
é que hoje parece bastar
um pouco de céu
um pouco de céu
Mafalda Veiga
Anoiteço no sofá, de cobertor até às orelhas e as luzes apagadas. No ar pairam músicas que me fazem lembrar os meus lugares comuns, diários, permanentes...!
Talvez esta tenha sido a última música de ontem, ou talvez a primeira, mas esta ficou no meu ouvido toda a manhã...!
Não trouxe assim tantas coisas, mas a bagagem veio pesada com as saudades que vieram atreladas ao meu corpo!
Hoje é daqueles dias em que podia ser um qualquer Domingo chuvoso ou aquele Sábado solarengo...."É que hoje parece bastar um pouco de céu..."
Por debaixo da ténue organza azul esverdeada que nos separa e nos aflige, existe um elo mais forte que a fé, mais forte que o mar, mais forte que o próprio amor...!
Eu canto para encurtar o espaço, o tempo, a espera, o vácuo!
Porque tudo não flui com o vento, como organza em dia de brisa salgada?
Não me peças para esperar que passe o levante nem a nortada! Quando as ondas estiverem a ser devolvidas ao mar então é porque já escolhi o rumo que procuro!
Por detrás de um sonho enxovalhado pela chuva salgada de saudades, nasce uma falta imensa, como se uma força me quisesse levar para outro lugar...! Para o teu lugar!
Eu canto para encurtar o espaço, o tempo, a espera, o vácuo!
Porque tudo não flui com o vento, como organza em dia de brisa salgada?
Não me peças para esperar que passe o levante nem a nortada! Quando as ondas estiverem a ser devolvidas ao mar então é porque já escolhi o rumo que procuro!
Por detrás de um sonho enxovalhado pela chuva salgada de saudades, nasce uma falta imensa, como se uma força me quisesse levar para outro lugar...! Para o teu lugar!
agosto 26, 2006
Nunca me esqueci
Eu nunca me esqueci do modo como nos tentou mostrar o mundo.
Nunca me esqueci do seu sorriso aos domingos.
Nunca me esqueci da valentia, da paciência, do espírito de criança e da vontade de aprender para ensinar...
Nunca me esqueci e faz tanta falta...
Nunca me esqueci do seu sorriso aos domingos.
Nunca me esqueci da valentia, da paciência, do espírito de criança e da vontade de aprender para ensinar...
Nunca me esqueci e faz tanta falta...
E eu que sonhei...!
Sonhei tanto...
....a noite toda!
Não é uma sucessão de sonhos...é um só sonho, muito longo, que se prolonga pela madrugada até de manhã! Parecem o dia-a-dia, ou seja, nem é um sonho mau, é banal! O problema é que, de manhã, a sensação é a de que, simplesmente, não dormi porque no fundo estive acordada...
E eu que sonhei....!
E sonhei tanto...
Sonhei tanto...
....a noite toda!
Não é uma sucessão de sonhos...é um só sonho, muito longo, que se prolonga pela madrugada até de manhã! Parecem o dia-a-dia, ou seja, nem é um sonho mau, é banal! O problema é que, de manhã, a sensação é a de que, simplesmente, não dormi porque no fundo estive acordada...
E eu que sonhei....!
E sonhei tanto...
agosto 24, 2006
Diz-me...
"Diz-me..."
Fiquei tanto tempo sentada no alpendre que congelei de impaciência...
Mas tu lá chegaste...
Pelo menos assim me pareceu...
E levemente a chuva já nem caía lá fora. Apenas um frio contido que nos cortava a respiração.
Permanecíamos assim longe do sonho (que não sonhámos) e tão perto do que nunca quisemos (nem no nosso pior pensamento)...
Num recanto recatado do mundo, o dia-a-dia lá ia...
-"Lá ia" não é jeito...
-"Lá ia" é defeito...
Não ia não, meu caro...! Não ia nem lá, nem ali, nem aqui, nem acolá...! Simplesmente não ia e eu permanecia. Sim...eu permanecia debaixo de uma goteira do alpendre, que ninguém via desabar sobre os meus cabelos já encharcados...
Como dizem os meus adoráveis xutos e pontapés:
E o que foi feito de ti
E o que foi feito de mim
E o que foi feito de ti
Já me lembrei, já me esqueci
Quando te livrares do peso
Desse amor que não entendes
Vais sentir uma outra força
Como que uma falta imensa
E a chuva já nem caía, mas chovia intensamente. Só precisava que me desses a mão...
Fiquei tanto tempo sentada no alpendre que congelei de impaciência...
Mas tu lá chegaste...
Pelo menos assim me pareceu...
E levemente a chuva já nem caía lá fora. Apenas um frio contido que nos cortava a respiração.
Permanecíamos assim longe do sonho (que não sonhámos) e tão perto do que nunca quisemos (nem no nosso pior pensamento)...
Num recanto recatado do mundo, o dia-a-dia lá ia...
-"Lá ia" não é jeito...
-"Lá ia" é defeito...
Não ia não, meu caro...! Não ia nem lá, nem ali, nem aqui, nem acolá...! Simplesmente não ia e eu permanecia. Sim...eu permanecia debaixo de uma goteira do alpendre, que ninguém via desabar sobre os meus cabelos já encharcados...
Como dizem os meus adoráveis xutos e pontapés:
E o que foi feito de ti
E o que foi feito de mim
E o que foi feito de ti
Já me lembrei, já me esqueci
Quando te livrares do peso
Desse amor que não entendes
Vais sentir uma outra força
Como que uma falta imensa
E a chuva já nem caía, mas chovia intensamente. Só precisava que me desses a mão...
A minha escolha para hoje...
Se eu voar sem saber onde vou
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a amanhã
eu sei...
(chorus)
se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
só Deus sabe o que virá
só Deus sabe o que será
não há outro que conhece
tudo o que acontece em mim
se a tristeza é mais profunda que a dor
se este dia já não tem sabor
e no pensar que tudo isto já pensei
eu sei...
(chorus)
se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
na incerteza de saber
o que fazer, o que querer
mesmo sem nunca pensar
que um dia o vá expressar
não há outro que conhece
Sara Tavares - Eu Sei
se eu andar sem conhecer quem sou
se eu falar e a voz soar com a amanhã
eu sei...
(chorus)
se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
só Deus sabe o que virá
só Deus sabe o que será
não há outro que conhece
tudo o que acontece em mim
se a tristeza é mais profunda que a dor
se este dia já não tem sabor
e no pensar que tudo isto já pensei
eu sei...
(chorus)
se eu beber dessa luz que apaga
a noite em mim
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
na incerteza de saber
o que fazer, o que querer
mesmo sem nunca pensar
que um dia o vá expressar
não há outro que conhece
Sara Tavares - Eu Sei
Ai...Lisboa, Lisboa...
Às vezes mesmo do outro lado do oceano...
Às vezes mesmo do lado de cá do equador...
...Sinto que trouxe alguns aromas e muitas lembranças da minha terra...
Mas sol adocicaco como o nosso português, o vinho, a luz, o cheiro, as gentes, as ruas, o rio, os sussurros das estreitas esquinas...só aí, quem sente, quem bebe, quem vê e quem passeia pela calçada pode saborear ...!
...Fica uma saudade que às vezes apenas arrepia...mas outras vezes gela mesmo!
Às vezes mesmo do lado de cá do equador...
...Sinto que trouxe alguns aromas e muitas lembranças da minha terra...
Mas sol adocicaco como o nosso português, o vinho, a luz, o cheiro, as gentes, as ruas, o rio, os sussurros das estreitas esquinas...só aí, quem sente, quem bebe, quem vê e quem passeia pela calçada pode saborear ...!
...Fica uma saudade que às vezes apenas arrepia...mas outras vezes gela mesmo!
agosto 21, 2006
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