Miguel Góis:
"A maioria da população parece achar que eles (pessoas que recebem rendimento mínimo garantido) gastam o dinheiro todo em álcool. E, no entanto, todos os estudos desmentem essa ideia. Parte desse dinheiro, garantem os sociólogos, também e gasto em droga. (...) ...Não me importo nada que se use esse dinheiro em droga, desde que isso afaste essas pessoas da política.
(...)
Fico famosa a forma como Paulo Portas definiu o rendimento mínimo garantido: "um incentivo à preguiça."
(...)
Os filhos dos multimilionários, esses devem ser encorajados pelo Estado a uma vida de ócio, proporcionada pelo facto de saberem que vão herdar - livre de impostos - a fortuna dos seus progenitores. Não sei se já tinha dito, mas meu pai tem um defeito gravíssimo: o seu apelido não é Champalimaud".
E assim chegamos às três mais belas palavras da língua portuguesa: "VIVER DE RENDIMENTOS".
(...) Ainda por cima . o individuo que vive de rendimentos tem uma vantagem sobre o pobre que cultiva o ócio: o rico pode recorrer a inúmeros meios para disfarçar a preguiça.. Por exemplo: Uma figura do "jet set" que comparece numa festa da Kapital esta a relaxar. Um popular que bebe um copo numa tasca está a preguiçar. Uma figura do "jet set" que bebe uns copos a mais é um "tipo divertido que sabe animar uma festa!". O popular que bebe uns copos a mais é "um vagabundo que faz figuras tristes!".
(...) Se repararem, as filhas de empresários (cinha Jardim,Catarina Flores, etc) são normalmente descritas como..."empresárias". Ora se viver da mesada dos pais é ser empresário, então eu fui empresário dos 7 aos 14 anos.
(...)
Do meu ponto de vista é importante que os pobres também tenham dinheiro suficiente para poderem fingir que estão muito ocupados."
....Porque ir no metro a ler o jornal "metro", pode proporcionar alguns bons momentos!!!