maio 19, 2009

Do alto da minha varanda

Do alto da minha varanda vejo o mundo redondinho a acabar onde começa.

No alto da minha varanda vejo a agitação de Madrid; o glamour de Paris; as bicicletas em Amesterdão; os Fjords da Noruega; o Big Ben em Londres; o tango em Buenos Aires; as colinas de São Francisco; as cataratas do Iguaçu; o templo da Literatura em Hanoi; os jardins de Tóquio e as praias de Goa...!

Da minha varanda vejo tudo menos a minha cidade. Por mais que tente não encontro o Terreiro do Paço; o eléctrico de Alfama; o Castelo de São Jorge; a rua Augusta; as vistas para o Tejo, os Jerónimos nem a Torre de Belém. Por mais que tente não sinto o cheiro do pôr-do-sol no Tejo; o cheiro dos caracóis ao fim da tarde; o cheiro a livros velhos da livraria na rua da Misericórdia; o cheiro do azeite quente e alho do bacalhau à Lagareiro; o aroma de café; o cheiro de chouriço assado com vinho tinto numa tasca; o cheiro da saudade; o cheiro de casa. Da minha janela não mato saudades da alma, dos cheiros, das vistas nem do sabor da minha cidade.


Como em tudo na vida....

O bom de não ter máquina de lavar loiça é que só se estraga a de lavar roupa!

Lido, retido e arquivado.

Como já disse: Prefiro guardar que expor.

Lido, retido e arquivado.

Gracias


maio 18, 2009

O meu pé esquerdo e o meu pé direito

Tenho os pés grandes.
Tenho os pés demasiado grandes e isso deixa-me de mala leche!

Obrigada, mas eu não escrevo com destinatário.

Não queria ser mal interpretada.

Por vezes mais vale o silencio...

Ah... e não é censura, é respeito. Prefiro guardar que expor.

Obrigada.

Desculpa.

maio 17, 2009

un bledo

Mi importa un bledo que estés como estás. Mi importa un bledo ser tu pañuelo de lágrimas. Mi importa un bledo el pasado que arrastras en tu espalda. Mi importa un bledo que no me quieras. Todo mi importa un bledo…todo, todo… menos tu

Rádio vida...a sintonia da sua vida



Grandes tempos em que só em algumas partes de Lisboa se ouvia...Raaaaaaaaadio Vida...! =)=)

EVERYTHING I OWN


You sheltered me from harm
Kept me warm, kept me warm
You gave my life to me
Set me free, set me free
The finest years I ever knew
Was all the years I had with you

And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
And I would give anything I own
Just to have you back again

If there's someone you know
That won't let you go
And taking it all for granted
You may lose them one day
Someone takes them away
And you don't hear a word they say

And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
And I would give anything I own
Just to have you back again
Just to talk to you, words again

If there's someone you know
That won't let you go
And taking it all for granted
You may lose them one day
Someone take them away
And you don't hear a word they say

And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
I would give anything I own
Just to have you back again
Just to talk to you, words again
Just to hold you, once again

(KEN BOOTHE)

maio 16, 2009

Os retalhos velhos


É uma experiência incrível passear pelo passado e remexer os retalhos velhos da blogoesfera. Ficaria a noite toda ao sabor desta meravigliosa creatura.

"estória da pedra e da flor"

O mais triste de tudo é que acabo de me dar contar que me esqueci da "estória da pedra e da flor"...

É triste...
(Patricia Donner: aqui)

Os filhos do meu Alter ego!

Passar para trás as páginas deste blog e tentar encontrar a razão que me levou a escrever certos posts...dá-me uma sensação de amnésia, senilidade ou insanidade....! A verdade é que não me lembro de escrever a maioria das coisas que escrevi ao longo dos anos em que soube manter vivo este meu recanto do mundo. Por outro lado, alegro-me por ter tido um Alter Ego que escreveu em meu nome, ainda que o tenha feito sem cobrar um tusto e sem a minha autorização. É estranha a sensação de reviver o passado através da leitura de escritos feitos em teu nome. É estranha a sensação de não saber o que escrevi. Se cada coisa que uma pessoa cria é como um filho...isso faz de mim uma mãe senil que se esqueceu dos seu entes mais queridos. Serei eu mais uma mãe desleixada, incoerente e definitivamente inadequada para cuidar das criaturas que trouxe ao mundo? Ou dizer que isto são filhos do meu Alter ego é uma boa desculpa?

No tempo em que escrever era algo mais fácil e natural, no tempo em que as palavras fluíam num abrir e fechar de olhos, lembro-me que havia sempre um alarme no meu cérebro que soava com cada coisa que podia ser potencialmente um futuro filho. Desleixar-me talvez tenha sido uma menopausa precoce ao meu espírito criativo ou apenas um esgotamento dos poucos recursos que usei sem ponderar . Quem sabe que terá passado? Ainda tenho esperança que isto seja um apagão e que mudando um ou dois fuzis possa voltar a procriar...

Escrever é para muitos uma arte, para outros um ganha pão, para outros um suplicio e para mim um verdadeiro alivio. Escrever é realmente o que me equilibra, o que alinha os meus shakras embaraçados e o que me devolve à matéria de que sou feita. E não me importa minimamente que não escreva com todos os "Fs" e "Rs"...para mim escrever é como sentir... e sentir é algo tão espontâneo que não podemos estar sempre a querer limar as arestas dos sentimentos que experimentamos. Há dias em que escrevo com bastante cólera, mas, por vezes, escrever consiste numa actividade tão paulatina como uma respiração tranquila e relaxante. Escrever é assim...! Escrever para mim é assim! Às vezes é tudo e às vezes é um nada de nada tão nada que dá dó!

maio 14, 2009

FUI


Fui. Fui mas fiquei com sede de voltar. Fui mas voltei porque o meu caminho tinha um V de volta. Fui sem hesitar, mas o trovador pediu-me que o ouvisse, o espelho pediu-me que o olhasse e ele partiu sem destino ou azar. Fui, mas fiquei.







miradas

Se trata de distinguir lo que vale de lo que no vale la pena
Y a mí me vale con que me des poco más que nada
A mí me basta con una de tus miradas

..., como sempre....Jorge Drexler


Sabes que mais?

Há sítios,
Há momentos,
Há realidades...
Que não existiriam
Sem a indispensável presença de um Anónimo...!

Este Blog é tão meu quanto teu, viejo compañero de la Blogoesfera!

Angel

Mi ángel... mi maldito ángel que te vas sin mirar atrás y me dejas hundida en una indescriptible soledad. ¡Corro para verte llegar! Respiro hondo, cierro los ojos y lo sé….sí que sé… ¡Sé que eres tu, mi ángel…! Cuento los días y las horas y ahí me callo, tiemblo, anhelo y flaqueo ante tus arrebatadores ojos.

Venga, sabes que soy adicta a tu mirada. ¡Venga ya…! Deja ya de juegos maquiavélicos y vuelve pronto a mi rincón, para que vea lo que quiero ver…para que sea lo que tengo que ser… ¡Ser tuya! Será que me miras cuando estoy distraída? Será que tu pecho apresura cuando paso cerca de ti?

Todos conocen mi mirada perdida y reservada, pero nadie sabe a que se debe este brillo que llevo conmigo. Me siento diferente cuando estás. Me siento tuya, rabiosamente tuya. Te quiero y sé que eres mi principio y mi fin. ¡Mi ángel…! ¡Mi ángel, no puedes imaginar lo que soy capaz de hacer para un cruce de mirada más!

março 12, 2009

M.C.D.M.F.P.J.G.R.O.P.D.

M.C.D.M.F.P.J.G.R.O.P.D.

Movimento Contra a Distribuição Massiva
de Folhetos Publicitários y Jornais Gratuitos
nas Ruas por Onde eu Passo Diariamente.

março 11, 2009

empty-book


Assim sou eu à espera que comeces a escrever esta história.
....empty book...
Tengo tu sonrisa en un rincón de mi salvapantallas.
Jorge Drexler

fevereiro 21, 2009

Ter ou não o valor de pôr um Ponto Final?

Um Ponto Final é algo muito sério. Não me parece de bom tom pôr uma paragrafo depois de um Ponto Final. Um Ponto Final é o fim. Se quiseres voltar não podes, pois depois de um Ponto Final é o fim e não há mais nada para dizer. O Ponto Final finalíssimo, o "fim!" propriamente dito, o "." sem mais é algo tão eterno, tão dramático e, finalmente, definitivamente irreversível. Porque tenho de escrever "fim" se não estou decidida a decidir-me se a decisão é um Ponto Final? Eu não sei se quero um "Adeus" ou um "Até já"! "Cobardia!", pensam os demais! Pois talvez. E então? Não me interessa. Esse tal de Ponto Final não é para mim! Eu cá prefiro as reticencias...Toda a minha vida se rege por reticencias. E que bonitas são as minhas reticencias! Quando as escrevo sinto que têm uma alma suave, cordial, amável, doce e serena. Agora esses Pontos Finais...uff...põe-me de mau humor e até melancólica.
Enfim, querido leitor deste meu ostracizado blog, eu nunca digitarei um único Ponto Final propriamente dito! Não gosto nem de finais tristes nem de finais felizes... Eu ODEIO finais! Não haverá um Ponto Final e PONTO FINAL.

Querido velho amigo

Obrigada anónimo. Gostei muito do comentário.
Não há nada como rever velhos amigos.
Este blog não teria sido o mesmo se não fossem as tuas intervenções. Deste muita vida ao bloguigas.
Tenho vontade de voltar. Quem sabe um dia destes...
Vai passando por cá...

Hasta pronto