No alto da minha varanda vejo a agitação de Madrid; o glamour de Paris; as bicicletas em Amesterdão; os Fjords da Noruega; o Big Ben em Londres; o tango
Da minha varanda vejo tudo menos a minha cidade. Por mais que tente não encontro o Terreiro do Paço; o eléctrico de Alfama; o Castelo de São Jorge; a rua Augusta; as vistas para o Tejo, os Jerónimos nem a Torre de Belém. Por mais que tente não sinto o cheiro do pôr-do-sol no Tejo; o cheiro dos caracóis ao fim da tarde; o cheiro a livros velhos da livraria na rua da Misericórdia; o cheiro do azeite quente e alho do bacalhau à Lagareiro; o aroma de café; o cheiro de chouriço assado com vinho tinto numa tasca; o cheiro da saudade; o cheiro de casa. Da minha janela não mato saudades da alma, dos cheiros, das vistas nem do sabor da minha cidade.
maio 19, 2009
Do alto da minha varanda
Como em tudo na vida....
maio 18, 2009
O meu pé esquerdo e o meu pé direito
Tenho os pés demasiado grandes e isso deixa-me de mala leche!
maio 17, 2009
un bledo
Mi importa un bledo que estés como estás. Mi importa un bledo ser tu pañuelo de lágrimas. Mi importa un bledo el pasado que arrastras en tu espalda. Mi importa un bledo que no me quieras. Todo mi importa un bledo…todo, todo… menos tu
EVERYTHING I OWN
You sheltered me from harm
Kept me warm, kept me warm
You gave my life to me
Set me free, set me free
The finest years I ever knew
Was all the years I had with you
And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
And I would give anything I own
Just to have you back again
If there's someone you know
That won't let you go
And taking it all for granted
You may lose them one day
Someone takes them away
And you don't hear a word they say
And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
And I would give anything I own
Just to have you back again
Just to talk to you, words again
If there's someone you know
That won't let you go
And taking it all for granted
You may lose them one day
Someone take them away
And you don't hear a word they say
And I would give anything I own
Give up my life, my heart, my home
I would give anything I own
Just to have you back again
Just to talk to you, words again
Just to hold you, once again
(KEN BOOTHE)
maio 16, 2009
"estória da pedra e da flor"
É triste...

(Patricia Donner: aqui)
Os filhos do meu Alter ego!
Passar para trás as páginas deste blog e tentar encontrar a razão que me levou a escrever certos posts...dá-me uma sensação de amnésia, senilidade ou insanidade....! A verdade é que não me lembro de escrever a maioria das coisas que escrevi ao longo dos anos em que soube manter vivo este meu recanto do mundo. Por outro lado, alegro-me por ter tido um Alter Ego que escreveu em meu nome, ainda que o tenha feito sem cobrar um tusto e sem a minha autorização. É estranha a sensação de reviver o passado através da leitura de escritos feitos em teu nome. É estranha a sensação de não saber o que escrevi. Se cada coisa que uma pessoa cria é como um filho...isso faz de mim uma mãe senil que se esqueceu dos seu entes mais queridos. Serei eu mais uma mãe desleixada, incoerente e definitivamente inadequada para cuidar das criaturas que trouxe ao mundo? Ou dizer que isto são filhos do meu Alter ego é uma boa desculpa?
No tempo em que escrever era algo mais fácil e natural, no tempo em que as palavras fluíam num abrir e fechar de olhos, lembro-me que havia sempre um alarme no meu cérebro que soava com cada coisa que podia ser potencialmente um futuro filho. Desleixar-me talvez tenha sido uma menopausa precoce ao meu espírito criativo ou apenas um esgotamento dos poucos recursos que usei sem ponderar . Quem sabe que terá passado? Ainda tenho esperança que isto seja um apagão e que mudando um ou dois fuzis possa voltar a procriar...
Escrever é para muitos uma arte, para outros um ganha pão, para outros um suplicio e para mim um verdadeiro alivio. Escrever é realmente o que me equilibra, o que alinha os meus shakras embaraçados e o que me devolve à matéria de que sou feita. E não me importa minimamente que não escreva com todos os "Fs" e "Rs"...para mim escrever é como sentir... e sentir é algo tão espontâneo que não podemos estar sempre a querer limar as arestas dos sentimentos que experimentamos. Há dias em que escrevo com bastante cólera, mas, por vezes, escrever consiste numa actividade tão paulatina como uma respiração tranquila e relaxante. Escrever é assim...! Escrever para mim é assim! Às vezes é tudo e às vezes é um nada de nada tão nada que dá dó!
maio 14, 2009
FUI
miradas
Y a mí me vale con que me des poco más que nada
A mí me basta con una de tus miradas
..., como sempre....Jorge Drexler

Sabes que mais?
Há momentos,
Há realidades...
Que não existiriam
Sem a indispensável presença de um Anónimo...!
Este Blog é tão meu quanto teu, viejo compañero de la Blogoesfera!
Angel
Venga, sabes que soy adicta a tu mirada. ¡Venga ya…! Deja ya de juegos maquiavélicos y vuelve pronto a mi rincón, para que vea lo que quiero ver…para que sea lo que tengo que ser… ¡Ser tuya! Será que me miras cuando estoy distraída? Será que tu pecho apresura cuando paso cerca de ti?
Todos conocen mi mirada perdida y reservada, pero nadie sabe a que se debe este brillo que llevo conmigo. Me siento diferente cuando estás. Me siento tuya, rabiosamente tuya. Te quiero y sé que eres mi principio y mi fin. ¡Mi ángel…! ¡Mi ángel, no puedes imaginar lo que soy capaz de hacer para un cruce de mirada más!
março 12, 2009
M.C.D.M.F.P.J.G.R.O.P.D.
de Folhetos Publicitários y Jornais Gratuitos
nas Ruas por Onde eu Passo Diariamente.
março 11, 2009
fevereiro 21, 2009
Ter ou não o valor de pôr um Ponto Final?

Enfim, querido leitor deste meu ostracizado blog, eu nunca digitarei um único Ponto Final propriamente dito! Não gosto nem de finais tristes nem de finais felizes... Eu ODEIO finais! Não haverá um Ponto Final e PONTO FINAL.
Querido velho amigo
Não há nada como rever velhos amigos.
Este blog não teria sido o mesmo se não fossem as tuas intervenções. Deste muita vida ao bloguigas.
Tenho vontade de voltar. Quem sabe um dia destes...
Vai passando por cá...
Hasta pronto





