Saltitei de pé em pé, até chegar ao mar. Não custou nada, não foi uma tarefa dura, mas eu queixei-me. Atingir o que é bom parece sempre mais doloroso.
Queixo-me sempre de tudo. Tenho alma lusitana, sangue de poeta, fatalismo de fadista. Não há dor que suporte, não há sina que não me persiga.
Lamento-me pelos cantos, choro em dó maior, gemo em tom agudo e queixo-me, queixo-me, queixo-me...
Tenho em mim os males do mundo, carrego às costas muitos problemas...Sou fadista, sou lusitana, se não é o governo é o frio, se não é o frio é a chama.
Queixo-me a tempo inteiro, mas só o sol me consola...e ai... perco o meu derrotismo, dispo-me de pessimismo e sou toda eu um sorriso.
fevereiro 09, 2005
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