Há questões que nós sabemos que se lançarmos, são questões capazes de dar pano para mangas durante horas a fio! Temos por exemplo o aborto; as touradas; o casamento e a adopção por casais homossexuais; a vida noutros planetas; quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha; a existência ou não de Deus; como foi o inicio do planeta terra; onde pára o Bin laden se é que ainda está vivo; se a vaca que ri, ri mesmo ou é mentira e muitas coisas mais...!
Estas são as chamadas questões inquietantes, questões questionáveis sobre as quais são possíveis diversas opiniões e 500.000 estudos etc.
Eu, sinceramente, gosto de uma boa discussão e recolha de informação sobre coisas inquietantes. Acho que acrescenta sempre qualquer algo, fomenta opiniões e aumenta o nosso conhecimento de causa. Mas eu não vim aqui para levantar discussões nem debates...!
Só que andava eu por aqui a pesquisar não sei o quê...e vi uma coisa que achei relativamente interessante.
Ora vejamos:
Toda a gente (que tenha visto um telejornal no último mês) ouviu a história da luta do marido contra os sogros, porque queria pôr fim à vida da mulher que vivia, desde 1990, em estado vegetativo. O marido alegava que o desejo dela era não ficar a viver assim, pois preferia a more, mas os pais da Terri dizem que da parte dela não havia qualquer desejo nesse sentido.
Ora, depois de recurso vai, recurso vem; depois de manifestações de solidariedade e protestos, o tribunal declarou-se favorável à luta do marido e a sua mulher deixou de ser alimentada por um tubo que lhe dava vida.
Como é óbvio, este caso voltou a estoirar a bomba relógio que reside nesta inquieta questão. Por um lado estão os que são determinantemente contra a eutanásia e por outros aqueles que a aceitam mas que consideraram um choque o facto de Terri ter morrido literalmente à fome! De facto, a ideia era pôr fim ao sofrimento, visto que a sofrer estava ela há15 anos, mas estranhamente optaram por prolongar este sofrimento por mais 15 dias e deixaram-na a morrer à fome, o que é igualmente uma forma muito cruel de se deixar morrer uma pessoa.
Mas, na verdade, o que achei interessante foi um comentário que li sobre o tema.
Alguém, revoltado (com os que não preconizam a ideia de que a eutanásia pode ser uma opção nestes casos), lembrou o facto de o próprio Papa ter pedido para morrer naturalmente sem qualquer suporte artificial de vida. E se há pessoa que era conservadora nestas questões inquietantes era o Papa!
Será moralmente concebível, que uma pessoa fique ligada a máquinas, para se manter viva, mesmo que seja contra a sua vontade? Como é óbvio, o Papa em vez de ter falecido serenamente no seu quarto, poderia ter vivido mais uns tempos, mas provavelmente a única coisa que a medicina iria fazer era mantê-lo vivo mas ligado a umas máquinas até...até...
Achei curioso, porque de tanto ouvirmos histórias bizarras de pessoas que, infelizmente, vivem imensos anos assim, as mentalidades vão-se moldando, não só na óptica da vida que está a ser mantida artificialmente, como as vidas de quem a sua vida envolve uma vida artificialmente mantida, como, por exemplo, a família.
...E a sociedade altera a sua mentalidade, e passinho a passinho...lá se vai contrariando os ideais da velha guarda.
Peço desculpa pelo tamanho do texto, mas entusiasmei-me! Se chegaste até aqui Parabéns! Eu não tinha tido paciência para ler isto tudo!
abril 06, 2005
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1 comentário:
Que querido...=)
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