janeiro 06, 2006


A base de muitas relações (pessoais, profissionais, pontuais, acidentais, etc) passa muito pela reciprocidade, mas também por aprender a lidar com as diferentes personalidades que cruzam as nossas vidas. Claro está, que não basta isto, há outras bases, outros princípios e valores basilares, mas estes são muito relevantes, na minha modesta maneira de ver as coisas.
Ora, ninguém melhor que o outro, para nos avaliar, mas o tempo escasseia, a vida flui depressa e não resta tempo para "perder tempo" a conhecer o outro. E é tão bom fazer um sorriso e receber um outro; é tão agradável recompensarem-nos por um esforço e sacrífico com um obrigado sincero; é tão boa uma palavra certa naquele momento! E por ter consciência disto, é que fui filtrando, de certa forma, as pessoas que me correspondem mais. Não tem de ser uma espécie de "olho por olho, dente por dente", mas um mínimo de reciprocidade, não faz mal a ninguém!!!! Como dizem os brasileiros: "Não tira pedaço!!!".
A verdade, é que há pessoas que dão mais de si, outras que dão menos, mas isso também passa pelo segundo aspecto que referi no início: "aprender a lidar com as diferentes personalidades que cruzam as nossas vidas.". E é isso que não sei fazer, porque recíproca, eu até acho que sou, mas não sei lidar muito bem com diferentes personalidades. Ou seja se recebo mais do que dou, tenho de aprender a lidar com a outra pessoa e tentar perceber se estou ou não a frustrar as suas expectativas. Por outro lado, se dou mais de mim, do que a outra pessoa me dá, tenho de compreender que talvez esteja a exigir demais, de quem, de acordo com a sua personalidade dá o que quer ou pode.
Mas, este segundo ponto, tem outra faceta. Por exemplo, eu não me importo que me critiquem e me censurem em certa actuação ou situação, mas lido mal com isto se apenas me criticarem ou se o fizerem de modo destrutivo. As pessoas, são como os animais: para ensinar, há que criticar, refilar, chamar à atenção, mas à mínima melhora, têm de ser elogiados e se possível dar-lhes um docinho! Se melhorou, é louvável, e é isso que muitas vezes as pessoas não fazem. Há pessoas que sabem lidar mesmo com as pessoas. Por incrível que pareça, percebi, há muito pouco tempo que reajo bem a pequenos estímulos positivos, mesmo que acompanhados de críticas e chamadas de atenção. É que assim, não me deixo ir a baixo, não fico desolada por me achar incapaz e pelo contrário fico com força de vontade para fazer melhor. No entanto, por nabice ou por ignorância, acho que sou a primeira a não dar estes pequenos incentivos às pessoas. Pelo menos, não tenho noção disso. Hoje em dia sei, que estas pequenas boas acções, dão ânimo, brio e força às pessoas, pelo menos à minha pessoa.
E o que eu acho mais giro, é que nem sempre se nota quando a crítica e o incentivo têm mais relevância, mas por vezes são pessoas que passam pontualmente na nossa vida que nos revelam coisas importantes. E talvez por serem pontuais ou por saberem avaliar bem as pessoas, é que eu tive a possibilidade de, em pouco tempo, conhecer a crítica exacerbada seguida de desolação, e por outro lado, uma mudança de atitude que se baseia nos tais estímulos (vitaminas de good vibration) que me deixam cheia de garra para continuar.
Em jeito de conclusão, talvez esta reflexão pareça ridícula, mas sinto, que me compreendi mais um bocadinho e talvez aprenda a relacionar-me com outras personalidades, especialmente as mais peculiares.

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