fevereiro 08, 2006


Sou composta de sonhos e de desejos de mudança e no entanto sou tão pés na terra que dói.
Ficas ali, ao meu lado, a rir, a falar, a olhar para as minhas mãos trémulas...e eu nem consigo dizer a cor dos teus olhos. Tu respiras e, eu, oiço suspiros de saudades de quando a minha mão te toca sem querer, ou a querer mas sem saber. Ficas, ali, tão sério quando procuro um sorriso teu, mas quando dás gargalhadas tudo em meu redor perde horizontes. És tão distante que me cansa procurar-te, apesar da proximidade tão próxima que me assusta. És tanto, e, no entanto, não quero ser tua. Não quero, se não ver-te de relance, reconhecer o teu passo, lembrar-me do teu cheiro, ouvir a tua risada. Quero-te bem longe para te apreciar à distância de um adeus cordial! É assim que gosto de ti, lá bem longe, do outro lado da estrada, para te poder levar ao largo da realidade...

Olha um comment-post!!!!




Tem razão Sr. Anónimo!
Foi uma facada na democracia!!!!


Não percebo...!



























Acham que é por não darem preservativos nas escolas que os alunos vão deixar de fazer as coisas? Hello!!! Acordem para a vida!!!!!!!!! Até é melhor, ou acham que um casalinho de 14 anos vai à farmácia comprar??? Pois está bem, está!
Pelo menos, assim, é uma forma de terem alguma espécie de educação sexual, informação séria e pelo menos usam protecção ou pelo menos tem maior probabilidade de usar.
A defesa mais hilariante que ouvi, foi no sentido de que se as crianças tivessem acesso assim aos preservativos iam aproveitar cada intervalo para usá-lo desalmadamente!!!!! A minha resposta é: Ou já aproveitam cada intervalo e, provavelmente, nem usam preservativo, ou então vão usá-los como balões de água, o que não deixa de acontecer em todas as escolas nesta época carnavalesca!!!!!
Francamente!!!!!!! Sexo não é tabu!!!!






















Dança solta de palavras vazias.
Dança de palavras soltas.
Não podes esperar mais do isto...
Sabes, existem histórias sem palavras e palavras sem histórias.
Dançarei diante do teu silêncio envolta em palavras tão soltas como o teu silêncio...

Quem viver...verá!







...Frieza...

fevereiro 07, 2006

Hoje é um dia de escrevinhar sem tema, sem futuro e com a mão solta. Hoje é um dia sem destino. Não me parece que o teu sorriso longínquo me possa afagar a alma. Hoje é um dia sem mimo. Não haverá sorrisos sinceros, nem lágrimas comovidas. Hoje é um dia sem vergonha e também sem carisma. Não haverá marcas no passado. Hoje não vão ficar nem cicatrizes nem pontos de referência. Hoje sou parte esquecida do teu mundo. Não ouvirás os meus segredos, não perdoarás as minhas mágoas. Hoje é dia de ouvir músicas velhas, farrapos musicais que me arranham, noite dentro, a alma. Não te vou dar a mão, não te vou cantar músicas parvas, nem dançar para ti. Hoje é um dia sem sussurros nem berros. Não me ouvirás a dizer o quanto adoro o mar e os teus beijos salgados. Hoje é um dia de pôr-do-sol tardio e amanhecer gelado. Não vou ficar ao teu lado para ver. Hoje não haverá nós, mas eu e tu. Não me procures perdida nos teus pensamentos que hoje não vou andar por ai. Hoje é um dia tonto. Hoje apetece-me escrever e desanimar. Hoje preciso de ti e não te tenho. Hoje preciso de pisar a lua, gritar ao vento, rasgar as folhas dos meus cadernos. Hoje é dia de rever fotografias. Lembrar. Hoje é dia de pensar...

fevereiro 06, 2006


Lisboa abandonada ficou.
Ficou abandonada em Lisboa.
Ficou...
Abandonada ficou...
Em Lisboa...
Em lisboa ficou...

Abandonada...

Abandonada ficou...

Lisboa abandonada ficou.
Ficou abandonada em Lisboa.

Há qualquer coisa...



















Há qualquer coisa no mar que me inquieta e me deixa sem voz.
Há qualquer coisa que me deixa presa à terra suja e fria.
Há qualquer coisa que pede segredo.
Há qualquer coisa que me pede para voltar.
Há qualquer coisa que me magoa.
Há qualquer coisa que me manda fugir.
Há qualquer coisa nesse olhar que me afasta e aproxima.
Há qualquer coisa neste mar que me faz divagar.
Sinto a brisa do beijo que não me deste.
Na almofada deixo as minhas memórias e na lembrança um aconchego.
Há qualquer coisa neste mar de Inverno que me inquieta.
Somos uma maré de inverno...
Somos revoltos, intempestivos, inquietantes...

fevereiro 03, 2006

Até Segunda...




Na auto-estrada a...95 Km\h!!!!!!!!

fevereiro 02, 2006


Hoje fiquei, literalmente, a ver passar aviões...

Fico tão triste quando não reages aos meus sinais...

Terura,
Saudade,
Arrepio...
Fado da Sina

Não podes fugir
Ao negro fado brutal
Ao teu destino fatal
Que uma má estrela domina
Tu podes mentir
Às leis do teu coração
Mas ai, quer queiras, quer não
Tens de cumprir a tua sina.

(Amadeu do Vale/Jaime Mendes)


Faducho à antiga! Bem Bom!!!!!!!
Mas ai!
Quer queiras quer não, tens de cumprir a tua sina!

fevereiro 01, 2006




Vá, vão suas gordas...abandonem-me vocês também...!!!!
Bon voyage...
Buon viaggio

Frágil...sinto-me frágil...!



























Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"
Frágil
Sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil
Tu ...

...e o beijo

(KLIMT)
Eu também, "se tivesse o telefone dele dava-lhe uma telefonadela"!

Por vezes...


Por vezes, pelas razões mais descabidas, lembramo-nos que um dia já fomos assim: pequenos, puros, justos e inocentes. Por vezes, e até pelas mesmas razões, lembramo-nos que tal como nós, todos foram.
Podemos querer ser este ou aquele, querer fazer isto ou aquilo, querer estar aqui ou ali e até podemos vir a ser este ou aquele, vir a fazer isto ou aquilo, vir a estar aqui ou ali, no entanto, o nosso início é comum, e comum é o nosso fim. Somos feitos da mesma massa, massa que se amassa e desamassa ao longo dos anos, mas assim como vem, assim vai. Começamos do zero, acabamos no zero, sem diferenças, nem distinções, apenas com diferentes passagens. Aprendemos o Verbo. Aprendemos que o Verbo é a nossa origem, é a nossa vivência e até regresso. Somos iguais no início e no fim, e as diferenças que nos distinguem são mecanismos de sobrevivência.
Por vezes, no nosso íntimo, lembramo-nos que fomos pequeninos, tábuas rasas de vida, de verbo e de maldade. Por vezes podemos até pensar que somos uma espécie de centro do mundo, e na verdade, somos um de muitos, frutos de um comboio cíclico que nos trás e leva a todos. Somos iguais em tudo o que importa, e isso não há passagem que apague.