fevereiro 16, 2006


Apesar do tempo carrancudo e do meu corpo febril,
algo no ar me faz sentir feliz e com vontade de sair do quentinho da cama!

Hiato de tempo...


Esqueci-me.
Abstraí-me.
Deixei-me.
És o meu hiato de tempo...
E, isso, ninguém sabe...
E, disso, ninguém tem a certeza!

Nem tu, não é?

Não sentes?
O mundo pede uma reviravolta...
O mundo pede mudanças, decisões, tomadas de posição.
O mundo pede que te isoles e percebas.
O mundo quer-te sem esses pesos cinzentos que carregas.
Age, reage, percebe!
Vive, esquece, perdoa!
O mundo quer-te sem neblinas, sem nevoeiros, sem nuvens nem tormentas!

Enquanto não vens, espero-te sentada à porta do teu prédio.
Eu sei que fui eu que te fiz esperar, sentado nos ponteiros das horas, a ver os anos a passar.
E agora que te quero de novo, espero-te!
E bem mereço esperar por ti, sentada nestas escadas frias.
Enquanto não vens, ensaio formas de dizer que te quero.
Enquanto não vens, desespero...
Enquanto não vens, espero...

Forças que se contrariam e aproximam!!!
Somos espera...

fevereiro 15, 2006


Odeio estes sintomas de quem está a chocar alguma!!!!!!!
Raiostaparta!!!

fevereiro 14, 2006

Há um misto de emoções neste dia...

Por muito que já não o deseje ansiosamente, desejo sempre que chegue. E quando chega...é como a passagem de ano: Vem, vai, passa num ápice e a mínima coisa põe em causa todo um dia que se exige que seja feliz!!!!!

Obrigada aos que contribuíram e completaram este dia!!!

Meu amor, meu amor

Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.

Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento

este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.

José Carlos Ary dos Santos

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
...

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»


Florbela Espanca

Para ti...
Por este dia especial...

...porque é bom chegar aos 22 rodeada por vocês!!!
Obrigada ao núcleo duro das minhas amizades...= )

Chegou o dia mais piroso do ano...
Sejam românticos...ainda que para um amigo ou amiga...!
Vejam como a cidade está romântica e cheia de corações...

BOM DIA DOS NAMORADOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
SEJAM FELIZES............................................................



PARABÉNS A MIM...


fevereiro 13, 2006

Finalmente....Já sou uma ENCARTADA!!!!!!!!!!!!
Tão bom...
...Anónimo...mas eu ando FELIZ!!!!!!!!!! Vá...por vezes mais lamechas e stressada mas FELIZ!!!

fevereiro 12, 2006


Quadrilha Sherlock Holmes

A espera...


Penoso Domingo!

fevereiro 11, 2006

Uns amorosos cisnes foram encontrados com o tal vírus em território da U.E( Itália e Grécia)...
Hum...é tão linda a Primavera: as florezinhas, as primeiras borboletas, as flores nas árvores, o agradável solinho matinal, os passarinhos a voltarem todos infectados... Pela primeira vez na vida, não sei se me está a apetecer chegar à Primavera...

Escureceu...

Escureceu e a lua ficou ainda mais reflectida nos teus olhos. Sabes que és demais à luz da lua.
Pegas-me ao colo tão alto que pareço passar tangente à lua, vou adormecendo embalada no sossego dos teus braços e vou diluindo os meus pensamentos num sonho, enquanto a lua se vai diluindo no mar dos nossos sonhos. Abraça-me.


Hoje parece-me um excelente dia para estar sorridente!!!
Nesgas de sol pairam em cada esquina e o ar, aquecido, lembra-me a Primavera.
Hoje é, sem dúvida, um bom dia para sorrir!
Hoje parece-me um bom dia para apanhar uma primeira flor selvagem e dar-te em mão a minha conquista.
Hoje parece-me um óptimo dia para viver.
Deixa-me contagiar a tua expressão séria, formal e carrancuda de sorrisos...
Não dói nada...hoje é um excelente dia para o contágio!
O meu sorriso é o teu e, se deixares, é o nosso...!
Somente...
Tão simples* quanto isto...
Somente...

...como se todas as respostas estivessem num...
...somente...

O som dos sinos...

...e enquanto tocam os sinos e o vento bate nas portadas, fazendo ripostar um zunzum a Inverno, dou por mim a pensar em como as coisas nunca acontecem nem por acaso, nem sem consequências. Rimos, trocamos olhares ensurdecedores e a verdade é que dias, ágeis e apressados, passam por nós sem deixar recado ou sinal. E nós, entontecidos com a inércia de um próximo cruzar, arrastamo-nos pela vida como se amanhã é que fosse dia, como se hoje não fosse dia bastante para vivermos tudo o que é preciso viver num dia como o de hoje.
...e fico assim, ternurenta, adormecida, vagueando pela memória vadia de outros tempos. E, desleixadamente, deixo a noite morrer sem te procurar, na esperança - na penosa esperança- de te encontrar.
Oiço os sinos tardios e de mau tom, e desgostam-me estes presságios. Não te vejo, oiço pássaros berrantes, sinto o badalar dos carrilhões a ressoarem serodiamente pelas ruas da cidade...que desconforto se atravessa neste pedaço de vida inerte que há em mim.
A trovoada estoira ao longe no mar, da janela do meu quarto, não a vejo, oiço-a a aproximar-se, como se de um momento para o outro, também eu, pudesse ser um claro, intenso e rápido relâmpago, sem mais demoras.
Os pássaros já partiram, os sinos em alerta pararam de descarregar o seu agoiro e eu? Eu continuo aqui, na janela do meu quarto, a ver a trovoada voltar ao mar, enquanto te procuro daqui de cima desta colina, como se pudesse, com os meus expeditos olhos, calcorrear todos os recantos...
Passa a noite, passa a madruga, os ingénuos pardais cantam cantigas invernosas à minha janela. Com este cantar, também o cantar da alvorada se desenrola por detrás dos sinos hesitantes e preguiçosos. "E tu?", pergunta a manhã. "Eu? Eu adormeço só se for de cansaço, que tenho medo que a noite volte quando acordar."
...e eu adormeço...
...e todas as noites oiço aquele sino que me interrompe o silêncio e a paz de espírito, lembrando-me o que não procurei para encontrar...