Chegámos ao mês de Maio nos dois hemisférios e, hoje, em mim, este foi um início do mês de Maio mais ao estilo do Hemisfério Sul! Quase que cheirava a Outono e não a Primavera! É uma espécie de meteorologia emotiva. Sou fiel ao Hemisfério Norte, mas fui visitar o Sul por um tempo. Itinerâncias. Mariquices emotivas! O que é certo é que se acabou o dia do chuvisco! Agora, qualquer alteração da condição normal da meteorologia espera-se que seja só um ou outro Dust Devil e pouco mais! Quero continuar com o meu espírito Primavera\Verão, que isto de andar de chuvisco não dá com nada!
Botellón, à beira Tejo, ao som do faducho e ao sabor da maré. Belas variáveis para se conjugar! Bela conjuntura. Belo ensejo!
Parecem bandos de pardais à solta Os putos, os putos São como índios, capitães da malta Os putos, os putos Mas quando a tarde cai Vai-se a revolta Sentam-se ao colo do pai É a ternura que volta E ouvem-no a falar do homem novo São os putos deste povo A aprenderem a ser homens. Os Putos - CARLOS DO CARMO
Se há coisa que me faz perder as estribeiras é que se tentem manifestar, por actos ou palavras, sobre coisas que são realmente muito minhas! Não tentem manipular o meu caos! “O meu caos”, não é suposto ser o “vosso caos”, logo não se tentem organizar nele! Eu adoro desarrumar para, num belo dia, resolver arrumar a fundo o tal caos que criei! Não me tirem esse prazer! Eu gosto muito pouco que tentem desordenar a minha desordem ordenada! Acho que no fundo as pessoas insistem em desarrumar arrumando o caos alheio, porque sabem que o seu próprio caos é para continuar caótico! Há ordem no meu caos, não o desordenem!
Há, nestas noites primaveris, uma inquietante e eufórica esperança no amanhã, que não nos deixa dormir sossegados. Há, nesta cor pálida da lua, o reflexo de um sorriso solitário mas sereno! Há, no zunzum da quente madrugada, uma voz amiga que nos acolhe, conforta e diz ao ouvido " También esto pasará". "También esto pasará", diz-me a voz e eu repito em unissono "También esto pasará"... Há, nas noites primaveris, uma qualquer vontade de mudar o mundo, porque o sol raia cedo e o calor aperta sem amolecer. Passam-se as primaveras, revemo-nos uns nos outros e vemos que sempre nos adiámos, sempre adiámos estas vontades de mudança! Há, nas manhãs primaveris, um sorriso que amanhece sem ter pregado olho e os dias desenrolam-se em sorrisos, prorrogam-se os prazos dos planos de mudar o mundo e repete-se, sem cerimónias, "También esto pasará" para o caso de soar um lamento pelos cantos das nossas vidas! "También esto pasará", diz-me a voz e eu repito em unissono "También esto pasará"...Logo que passa a primavera, mudam-se as vontades, os desejos adocicam-se e tornam-se menos heróicos. Ando há dias contigo na agenda e ainda não te parei de adiar. Parece que fazes o mesmo, mas talvez seja o cheiro a madrugada ao som da passarada que me leva a pensar que me adias sem questionar se faço parte dos teus afazeres. Não sei a razão de adiar... Não sei porque nos adiamos, mas "También esto pasará"...
abril 28, 2006
Os telhados de Lisboa desfazem-se em mitos e lendas, enquanto eu me desfaço em gargalhadas e melancolias! Sinto no ar uma certa dificuldade em fazer a destrinça entre o caminho da intuição e da típica (e tola) ilusão que nos faz ouvir tudo aquilo que mais queremos. "Mal geral!", dizem as más-línguas! Eu cá não me defendo! O rio derrete-se em lágrimas, os telhados ardem de raiva, as pessoas dissolvem-se em palavras vãs. Seguem-se, encarneiradas, as pequenas nuvens brancas que não incomodam mas fazem sonhar. Construo-te no algodão doce que, de forma saltitante, vagueia no céu. Céu este que não me deixa perder o fim à meada das saudades que deixaram os teus braços! O cheiro a flores invade-me a pele e deixa-me adormecida numa qualquer mesa, de um qualquer café, de um qualquer miradouro, de uma qualquer Lisboa. Os pássaros já nem desenham formas geométricas. Agora, já só rodopiam ao som dos seu cantares e passeiam-se desnorteados como os meus pensamentos, cuja bússola já só me dá uma direcção! Leio-te um poema. Já nem me ouves...mas eu leio-te e tu respondes com um sorriso disperso!
Eu queria escrever-te um texto. Eu queria escrever algo lamechas ou até animado. Eu queria ser a tua paz nesse ecrã de onde me lês. Eu queria fazer nascer em ti um ou outro tímido sorriso com um texto, tal como arranco uma ou outra gargalhada com tanta desafinação e parvoíce! Eu queria ser uma fábrica de geniais textos e palhaçadas geniais. Eu queria escrever 1000 linhas por hora para te perderes, feita louca, nos meus escritos pindéricos e previsíveis. Eu queria emocionar-te com expressões como te emocionei a cantar Adelaide ferreira ("eu dava tudo para te ter aqui"). Eu queria ser uma fábrica de doces linhas com sabor a chocolate. Eu queria ser o teu Eça, escrever os teus "Os Mais", cantar como a tua Mafalda Veiga. Mas eu não sou tudo isso. Eu sou só uma palhaça que te usa, abusa e explora para descarregar as suas infantilidades e questões inquietantes e problemáticas e que tem uma caixa secreta onde guarda os segredos que vais deixando (para minha histérica alegria) fugir! Eu queira muita coisa que não consigo, mas adorar-te consigo! Eu sei que me dizes "escreve coisas grandes no blog, para eu me entreter", mas só te posso dar o meu amor! Este texto não pretende ser bajoujo, ridiculamente lisonjeador, lamechas, mas um texto para perderes tempo a ler!!!! Ass: Timon
Mão morta, mão morta vai bater aquela porta! Bolas...as crianças são bizarras! Que coisa estranha de lenga-lengar (acto de dizer lengalengas!)
Já cheira a Verão nas ruas de Lisboa... ...e parece que ainda não aderiram ao rexona...
ESTÁS NA MINHA LISTA NEGRA! ESTÁS NA MINHA LISTA NEGRA! ESTÁS NA MINHA LISTA NEGRA! ESTÁS NA MINHA LISTA NEGRA! ESTÁS NA MINHA LISTA NEGRA!
Espero, impacientemente, pela hora certa durante um assustador conjunto de horas erradas. -"Não há horas erradas", dizes tu. - "Não há horas erradas?" - "Não...! Há horas errantes, e eu sei!"
Como me irrita saberes tudo! Como me irrita saberes demais! Como me irrita saberes mais sobre mim, que eu própria!
abril 25, 2006
Abençoadas praias à beira desta minha cidade! Malditos cidadãos que vão todos para a beira destas praias! Digam o que quiserem mas as praias da costa são uma bênção, ainda que se demore 2 horas a voltar!!! Mas queixamo-nos muito mas voltamos sempre!!!!!!!!
OS MISERÁVEIS do F.C.P. FORAM APANHADOS AO FESTEJAR A VITÓRIA (antecipadamente, já que não foi penálti) A GRITAR INSULTOS AO BENFICA! O Quaresma estava aliás muito entusiasmado! Afinal, estão contentes porque ganharam ou porque o Benfica não ganhou??? Ahhh pois é!!!!!!!! Miseráveis! É por isto que o Benfica é melhor!!! É que para além das resmas de adeptos pelo mundo a gritar "Benfica" quando ganhamos, ainda têm os palermas dos outros clubes como o Sporting, o medíocre Porto e outros grandes clubes portugueses a gritar o mesmo nome!!!!!!!!! Ai...este meu orgulho no meu clube!!!!!!!!!!!!
O nosso Presidente podia ter levado um cravo e ter feito um discurso menos monocórdico e menos embalante! Diz que até se centrou em assuntos prioritários, mas os semblantes enfadados dos deputados, as expressões de dormência dos governos e o quase audível sono do Mário Soares (se não estava a dormir estava em zen)
Mas, a democracia é isto mesmo: "O POVO É QUE ORDENA!" e o povo ordenou assim e seu sou do povo e não posso cuspir na sopa!
Muito pior que isto é a Madeira não comemorar esta data!!!!!! Mas quanto a bestas madeirenses não há nada a fazer e não é o povo que ordena...! Há outras forças ordenantes! Se não querem comemorar até a sua autonomia eles é que sabem!
Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade Grândola Vila Morena Zeca Afonso
E depois do amor E depois de nós O dizer adeus O ficarmos sós Teu lugar a mais Tua ausência em mim Tua paz Que perdi Minha dor que aprendi De novo vieste em flor Te desfolhei...
E depois do amor E depois de nós O adeus O ficarmos sós Paulo de Carvalho : E depois do Adeus Música: José Calvário Letra: José Niza